Investir é sinônimo de pensar no longo prazo. A reflexão sobre os anos que ainda estão por vir, por sua vez, exige um planejamento financeiro capaz de manter no futuro o padrão de vida observado nos dias atuais. A única forma de fazê-lo compreende um orçamento equilibrado, sem que os gastos superem as receitas, para que o restante da renda possa ser destinado aos investimentos.
O hábito de poupar, de maneira geral, nada mais é que adiar o consumo presente para garantir o consumo futuro. O comportamento oposto, por outro lado, é insustentável no longo prazo. Quando os gastos superam as receitas, sem que uma parcela da renda seja destinada aos investimentos, a rentabilidade das aplicações dá lugar aos juros das dívidas.
Como consequência, o excesso de consumo presente coloca em xeque a qualidade do consumo futuro, prejudicando a manutenção de um padrão de vida adequado nos anos subseqüentes. O hábito de poupar, portanto, pode ser trabalhado a partir de uma das principais lições das finanças pessoais: pagar primeiro a si mesmo.
O percentual da renda a ser investido deve ser destinado às aplicações sempre que estiver disponível, de modo a não ser consumido em bens e serviços supérfluos – que, inevitavelmente, sempre irão aparecer. A disciplina do investidor, além disso, possibilita a realização de aplicações periódicas, capazes de garantir o balanceamento necessário a seus investimentos.